A questão dos direitos humanos no Brasil é delicada. A situação foi precária
durante toda a ditadura militar (1964-1985) e se mantém até hoje; alguns dizem que por
consequência direta desta. Entre os abusos mais
comuns estão tortura ou
excesso de força policial e execuções sumárias. O massacre
do Carandiru (1992) é considerada a maior violação dos direitos
humanos na história recente do país, tendo vitimizado 111 detentos do Presídio de Carandiru.
A sociedade brasileira foi submetida ao terror de Estado, pois as inúmeras leis de exceção promulgadas ao longo desses anos romperam com a legalidade jurídica ao suprimirem os direitos individuais e constitucionais e as liberdades democráticas.
A tortura, prática cruel e desumana, largamente empregada pelos órgãos policiais contra os cidadãos comuns para extrair confissões de suspeitos, tornou-se uma política de Estado a nortear a repressão contra os envolvidos em quaisquer atividades políticas de oposição ao regime.
Foi nesta conjuntura de
extrema violência contra os cidadãos que a Igreja católica assumiu um papel de
destaque na luta contra a repressão e a tortura e na defesa intransigente dos
direitos humanos, transformando-se na mais importante instituição de oposição à
ditadura militar.
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