INICIO DO SNI
O Serviço Nacional de Informações (SNI) foi criado em 13 de junho de 1964, pela lei n° 4.341. A instituição foi criada com a responsabilidade de fiscalizar e coordenar as informações e contrainformações em atividades e distribuídas em território brasileiro e em países no exterior.
Dentro do SNI, em sua estrutura, foram inseridos os departamentos de Serviço Federal de Informações e Contrainformações (SFICI), e a Junta Coordenadora de Informações (JCI). O SNI era um órgão da Presidência da República.
O SNI estabelecia uma ligação direta com as entidades federais, estaduais e municipais, além da colaboração de instituições privadas. O SNI possuía em seus arquivos informações sigilosas e dossiês de cidadãos brasileiros e estrangeiros referentes a assuntos de segurança e interesse de Estado.
Predominavam informações a respeito de movimentos estudantis e sindicalistas, bem como suspeitas e atos de partidos políticos, depoimentos, prisões, subversão e conspiração. O SNI se organizava de forma profissional, imprimindo relatórios sobre várias atividades da sociedade, inclusive religiosas.
Dentre os relatórios havia informações sobre política externa e setores públicos. O SNI deixou um acervo de 220 mil microfichas e arquivos não microfilmados como jornais, fotografias e cartazes.
Ao todo há cerca de 469 livros, 15.926 iconografias, 774 documentos cartográficos, 241 micrográficos, 178 sonoros, 9 audiovisuais e 6 digitais. O SNI foi idealizado pelo General Golbery do Couto e Silva, quando trabalhava no Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES).
A hierarquia da instituição era liderada pelo chefe geral, que tinha status de ministro e carta branca para várias ações. Toda informação era catalogada, processada e selecionada em informes específicos para arquivamento e utilização pelo próprio SNI ou escritórios competentes de ações do Estado.
O SNI detinha informações em nível nacional e regional, no qual uma agência do SNI controlava as informações da outra de maneira sincronizada. Cada agência do SNI ocupava uma cidade ou território de abrangência para coletar informes e informações a serem apresentadas aos superiores.
Os agentes do SNI eram chamados de “cachorros”, não eram remunerados, trabalhavam como voluntários, mas esperando algum favorecimento. A maioria desses agentes eram funcionário públicos.
Os “secretas” eram agentes remunerados, capacitados e treinados pelo SNI. Trabalhavam infiltrados em diversos setores da administração do Estado e de empresas privadas. Muitas vezes agiam como agitadores de um determinado movimento para detectar as verdadeiras lideranças de um grupo.
Os agentes do SNI agiam a paisana em partidos políticos, escolas, faculdades, empresas do governo, empresas privadas, em autarquias e em vários grupos suspeitos. Muitas vezes um agente desconhecia a presença de outro agente, seguindo o exemplo de ação da CIA norte-americana.
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