Recessão econômica
Em economia, recessão é uma fase
de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo, com
queda no nível da produção (medida
pelo Produto Interno Bruto),
aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro e aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e
queda do nível de investimento.
De maneira um tanto simplista, costuma-se considerar que uma
economia entra em recessão após dois trimestres consecutivos de queda no PIB.
Tal idéia surgiu a partir de um
artigo de Julius Shiskin, publicado em 1974 pelo New York Times. Entretanto,
a "regra prática" mostrou-se falha, por exemplo, na recessão de 2001 (estouro da bolha das empresas ponto com e o surpreendente colapso da chamada
"nova economia"), quando desapareceram 2,7 milhões de empregos - mais
do que em qualquer recessão pós-guerra. Da
mesma forma, acredita-se que a recessão seja causada por uma queda generalizada
nos gastos, e, assim, os governos costumam responder à recessão com políticas macroeconômicas expansionistas
- expansão da oferta de meios de pagamento e do gasto público; redução de tributos - o que, entretanto, pode resultar em
nova crise, a exemplo do que ocorreu após o colapso das pontocom,
quando uma grande expansão do crédito inflou uma outra bolha, a das hipotecas,
dando lugar à crise do subprime,] enquanto que a expansão do gasto
público engendrou, algum tempo depois, a crise da dívida soberana na zona euro.
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O país que mais sofreu a recessão duradoura
nos últimos 46 anos, foi a Alemanha foi o país
que mais permaneceu sob contração da atividade econômica. Entre 1962 e 2007,
ela ficou 144 meses em recessão. Em segundo lugar estão o Japão e a Itália,
com 99 meses cada. A terceira posição ficou para a Índia, com 83 meses.
No Brasil
O Brasil país já passou por
diversos ciclos de recessão. O mais longo ocorreu na década de 1980, quando
ocorreu a transição do regime militar para a democracia. No governo do
presidente José Sarney, os brasileiros enfrentaram longos períodos de
inflação e hiperinflação. Ao mesmo tempo, crescia a dívida externa. Com o
passar dos anos, em vez da situação melhorar, ela piorava, e os produtos
ficavam ainda mais caros. Durante essa fase, o Brasil chegou a ter três
moedas diferentes (cruzeiro, cruzado e cruzado novo). Além disso, vários
planos econômicos foram criados com o intuito de remediar a crise. Durante a
chamada "década perdida", o cotidiano das pessoas e o funcionamento
do setor produtivo eram outros. O cenário só foi melhorar mesmo cerca de dois
anos depois da queda do presidente Fernando Collor de Mello, com o início do
Plano Real.
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Há uma redução na
geração de renda e um corte pesado nas vagas do mercado de trabalho. Em alguns
países, os trabalhadores podem até não perder o seu emprego, mas podem ter seus
salários reduzidos. De acordo com Gonçalves, depois da Grande Depressão,
iniciada com o Crash da Bolsa, em 1929, os economistas aprenderam que o estado
tem um papel fundamental na economia. “O estado toma a frente no mercado,
restaura a confiança das empresas e ele próprio gera a demanda.” O professor da
FGV explicou que, entre as possíveis ações do governo para combater uma
recessão estão os cortes de impostos e juros e o aumento dos gastos públicos.
Efeitos
de uma recessão nos EUA para o Brasil : O principal canal de contágio são os
mercados externos. Com uma recessão nos Estados Unidos, o mercado para as
exportações do Brasil fica menor. Ele lembra, porém, que o comércio exterior
responde por menos de 20% do PIB brasileiro. Uma solução, segundo ele, seria
buscar outros parceiros comerciais, como a China, por exemplo. Outro problema,
que já vem tirando o sono dos empresários brasileiros, é a escassez de crédito.
Com menos liquidez na economia mundial, é mais difícil conseguir capital, que
também fica mais caro. Além disso, dependendo dos índices de alta do dólar, as
importações podem ficar mais caras e, como conseqüência, a inflação poderá
aumentar.
Com a confiança do consumidor reduzida e a
incerteza aumentando, as pessoas preferem poupar e pagar dívidas a consumir.
Além disso, elas sentem na pele a ameaça do desemprego, adiam a troca do
automóvel e cancelam a viagem de férias. Segundo Gonçalves, não há outro
jeito: uma recessão “reduz o bem-estar material das pessoas”, mesmo daquelas
que permanecem com seus empregos
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