domingo, 25 de novembro de 2012

Recessão econômica


                                     Recessão econômica

Em economia, recessão é uma fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo, com queda no nível da produção (medida pelo Produto Interno Bruto), aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro e aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento.

De maneira um tanto simplista, costuma-se considerar que uma economia entra em recessão após dois trimestres consecutivos de queda no PIB.
Tal idéia surgiu a partir de um artigo de Julius Shiskin, publicado em 1974 pelo New York Times. Entretanto, a "regra prática" mostrou-se falha, por exemplo, na recessão de 2001 (estouro da bolha das empresas ponto com e o surpreendente colapso da chamada "nova economia"), quando desapareceram 2,7 milhões de empregos - mais do que em qualquer recessão pós-guerra. Da mesma forma, acredita-se que a recessão seja causada por uma queda generalizada nos gastos, e, assim, os governos costumam responder à recessão com políticas  macroeconômicas  expansionistas - expansão da oferta de meios de pagamento e do gasto público; redução de tributos - o que, entretanto, pode resultar em nova crise, a exemplo do que ocorreu após o colapso das pontocom, quando uma grande expansão do crédito inflou uma outra bolha, a das hipotecas, dando lugar à crise do subprime,] enquanto que a expansão do gasto público engendrou, algum tempo depois, a crise da dívida soberana na zona euro.

O país que mais sofreu a recessão duradoura nos últimos 46 anos, foi a Alemanha foi o país que mais permaneceu sob contração da atividade econômica. Entre 1962 e 2007, ela ficou 144 meses em recessão. Em segundo lugar estão o Japão e a Itália, com 99 meses cada. A terceira posição ficou para a Índia, com 83 meses.


                                  No Brasil

O Brasil país já passou por diversos ciclos de recessão. O mais longo ocorreu na década de 1980, quando ocorreu a transição do regime militar para a democracia. No governo do presidente José Sarney, os brasileiros enfrentaram longos períodos de inflação e hiperinflação. Ao mesmo tempo, crescia a dívida externa. Com o passar dos anos, em vez da situação melhorar, ela piorava, e os produtos ficavam ainda mais caros. Durante essa fase, o Brasil chegou a ter três moedas diferentes (cruzeiro, cruzado e cruzado novo). Além disso, vários planos econômicos foram criados com o intuito de remediar a crise. Durante a chamada "década perdida", o cotidiano das pessoas e o funcionamento do setor produtivo eram outros. O cenário só foi melhorar mesmo cerca de dois anos depois da queda do presidente Fernando Collor de Mello, com o início do Plano Real.

Há uma redução na geração de renda e um corte pesado nas vagas do mercado de trabalho. Em alguns países, os trabalhadores podem até não perder o seu emprego, mas podem ter seus salários reduzidos. De acordo com Gonçalves, depois da Grande Depressão, iniciada com o Crash da Bolsa, em 1929, os economistas aprenderam que o estado tem um papel fundamental na economia. “O estado toma a frente no mercado, restaura a confiança das empresas e ele próprio gera a demanda.” O professor da FGV explicou que, entre as possíveis ações do governo para combater uma recessão estão os cortes de impostos e juros e o aumento dos gastos públicos.


 Efeitos de uma recessão nos EUA para o Brasil : O principal canal de contágio são os mercados externos. Com uma recessão nos Estados Unidos, o mercado para as exportações do Brasil fica menor. Ele lembra, porém, que o comércio exterior responde por menos de 20% do PIB brasileiro. Uma solução, segundo ele, seria buscar outros parceiros comerciais, como a China, por exemplo. Outro problema, que já vem tirando o sono dos empresários brasileiros, é a escassez de crédito. Com menos liquidez na economia mundial, é mais difícil conseguir capital, que também fica mais caro. Além disso, dependendo dos índices de alta do dólar, as importações podem ficar mais caras e, como conseqüência, a inflação poderá aumentar.


  •  Como uma recessão afeta o cotidiano das pessoas?

Com a confiança do consumidor reduzida e a incerteza aumentando, as pessoas preferem poupar e pagar dívidas a consumir. Além disso, elas sentem na pele a ameaça do desemprego, adiam a troca do automóvel e cancelam a viagem de férias. Segundo Gonçalves, não há outro jeito: uma recessão “reduz o bem-estar material das pessoas”, mesmo daquelas que permanecem com seus empregos

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